Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Curiosidades. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Curiosidades: Halloween!


O Halloween é uma festa comemorativa celebrada todo ano no dia 31 de outubro, véspera do dia de Todos os Santos. Ela é realizada em grande parte dos países ocidentais, porém é mais representativa nos Estados Unidos. Neste país, levada pelos imigrantes irlandeses, ela chegou em meados do século XIX.

História do Dia das Bruxas


A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre o povo celta, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam, nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.
Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Aqueles que comemoravam esta data eram perseguidos e condenados à fogueira pela Inquisição.
Com o objetivo de diminuir as influências pagãs na Europa Medieval, a Igreja cristianizou a festa, criando o Dia de Finados (2 de novembro).


Símbolos e Tradições


Esta festa, por estar relacionada em sua origem à morte, resgata elementos e figuras assustadoras. São símbolos comuns desta festa: fantasmas, bruxas, zumbis, caveiras, monstros, gatos negros e até personagens como Drácula e Frankestein.
As crianças também participam desta festa. Com a ajuda dos pais, usam fantasias assustadoras e partem de porta em porta na vizinhança, onde soltam a frase “doçura ou travessura”. Felizes, terminam a noite do 31 de outubro, com sacos cheios de guloseimas, balas, chocolates e doces.

Halloween no Brasil

No Brasil a comemoração desta data é recente. Chegou ao nosso país através da grande influência da cultura americana, principalmente vinda pela televisão. Os cursos de língua inglesa também colaboram para a propagação da festa em território nacional, pois valorização e comemoram esta data com seus alunos: uma forma de vivenciar com os estudantes a cultura norte-americana.

Veja um modelo de bolo que fiz para o Halloween:

sábado, 5 de maio de 2012

Por que maio é Considerado o mês das noivas?


Tudo indica que seja por causa de uma tradição importada dos países do hemisfério norte, onde maio é um mês muito importante para os costumes populares. 



"Naquela parte do mundo, a chegada de maio é celebrada com muitas flores, em homenagem à natureza que refloresce e à primavera que por lá atinge a plenitude. 


Ao longo dos séculos, esses elementos foram sendo associados à celebração do amor no casamento. 
Essa mesma ligação com as flores e a feminilidade fez com que maio, além de mês das noivas, também fosse considerado o mês das mães e de Maria", diz o padre e teólogo Pedro Iwashita, do Instituto Teológico de São Paulo. 








De qualquer forma, o costume de realizar os casórios em maio anda perdendo força. 
No Brasil, um estudo da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade), em São Paulo, mostrou que os paulistas preferem casar em dezembro, mês que concentrou 14,5% dos matrimônios de 2002.

 Por aqui, parece que a tradição cedeu lugar à praticidade: os entrevistados afirmaram que as férias de final de ano e o empurrãozinho do 13º salário foram decisivos na hora de escolher a data. Mesmo na Europa, o mês de maio não é um consenso na hora de unir maridos e mulheres


Em países como a Inglaterra, junho é considerado o mês ideal - trata-se de uma tradição da Antiguidade, quando os romanos homenageavam Juno, deusa das mulheres e dos casamentos. Na América do Norte, os americanos preferem dizer "sim" em fevereiro, considerado o mês nacional dos casamentos. Por lá, vale tudo para celebrar a união perto do Dia dos Namorados, o Valentine’s Day, que naquele país é comemorado em 14 de fevereiro e não em 12 de junho, como no Brasil.












domingo, 1 de abril de 2012

1º de abril-Dia da Mentira







O Dia da Mentira, também conhecido como Dia dos Bobos, é celebrado no dia 1º de abril e é uma data onde as pessoas contam mentiras e pregam peças em seus conhecidos por pura diversão.

O Dia da Mentira é comemorado por crianças e adultos, e existem brincadeiras que persistem por vários anos, alguns chegam a ser de humor negro, que são aquelas que ridicularizam e humilham as pessoas, mas em geral, são brincadeiras saudáveis.

Origem do dia da Mentira


Há muitas explicações para o dia 1º de abril, uma delas diz que a brincadeira surgiu na França, pois no século XVI, o Ano Novo era comemorado dia 25 de março, as festas duravam uma semana e iam até dia 1º de abril.

No ano de 1564, o Rei Carlos IX adotou oficialmente o calendário gregoriano, passando o Ano Novo para o dia 1º de janeiro, porém muitos franceses resistiram a mudança e continuaram seguindo o calendário antigo. As pessoas começaram a fazer brincadeiras e ridicularizar essas pessoas, que eram conhecidos como bobos por seguirem algo que não era verdade.




domingo, 25 de março de 2012

Curiosidades: Maior Vestido de Noiva do Mundo


Vestido de noiva tem cauda com quase 3 km

Peça é a mais longa do mundo e demorou 100 dias para ser confeccionada


Modelo apresenta o vestido; cauda chega a 2,750 quilômetros


Não basta uma festa dos sonhos e um vestido de noiva lindo, é preciso também entrar para o Guiness, o livro dos recordes. Um vestido de noiva confeccionado na Romênia é o detentor do título de cauda mais longa do mundo. 

O tecido chega à extensão de 2,750 quilômetros, e demorou 100 dias para ser feito. 
Para a apresentação da peça em Bucarest, na Romênia, a modelo Emma Dumitrescu chegou em um balão com a cauda pra fora. 

Foram usados mais de 4 mil metros de tecido na confecção do vestido. O recorde anterior era de 2,488 km. 

Modelo segura o certificado de cauda mais longa do mundo, na Romênia (Foto: EFE)

domingo, 18 de março de 2012

Curiosidades sobre Coco verde-amarelo




Quando falamos em coco, a primeira coisa que vem à cabeça é: praia, sol e sede, muita sede! 
Não é à toa, já que a água do coco é uma das bebidas mais refrescantes, nutritivas e brasileiras que poderíamos consumir. 

Está comprovado que o coco é um alimento completo, podendo fazer com que um homem viva comendo nada mais que um coco por dia. É natural que, a propósito, ninguém adotará essa dieta exclusivista, mas se precisar... o coco é ótimo substituto da carne, do ovo, do queijo, do leite, aliás, "é muito superior a todos estes alimentos”, diz o Dr. Teófilo Luna Ochoa. 
Apreciado tanto pela sua polpa branca como pela água refrescante, o coco verde é encontrado nas praias e possui maior quantidade de água do que o maduro. Sua polpa é mais tenra e, por isso, muito utilizada na culinária para fazer cocadas moles, tortas e doces. 

Mas não é só na praia, ou na Bahia como muitos pensam, que podemos beber ou comer coco, porque todos os tipos de palmeiras produzem a fruta. 

No Brasil, seus maiores cultivadores são: a Bahia, o Amazonas, Pernambuco, Maranhão e Piauí. O coqueiro gosta de clima quente e úmido. Sua altura pode chegar a 30 metros. Também existem variedades anãs, que não ultrapassam três metros. 

A casca do coco é relativamente fina e lisa. Por baixo, há uma espessa capa fibrosa que envolve uma camada muito dura, dentro da qual fica a semente, uma massa suculenta e de cor branca. 

Quando o coco é verde, essa parte é pouco desenvolvida e mole, guardando muita água no seu interior. Á medida que o coco vai amadurecendo, a parte carnosa se torna mais consistente e a água diminui. 


Massa
A massa pode ser consumida crua, em seu estado natural, ralada, ou ainda transformada em deliciosos pratos culinários.

FrutoFruto abundante no litoral paraibano também pode ser bastante utilizado na fabricação de diversos artefatos artesanais. Da palha do coqueiro extrai-se a fibra, que trançada resulta em vários produtos: chapéus, ventarolas, cestas de pão etc. Da casca do coco são produzidos souvenirs, como: chaveiros, barquinhos, cinzeiros. Ainda é possível fazer esculturas de coco! 

Propriedades O coco é rico em proteínas, gorduras, calorias, sais, hidratos de carbono e vitaminas A, B1, B2, B5 e C. Seus efeitos curativos se devem, principalmente, ao seu conteúdo de magnésio. 
O ser humano necessita dele para conservação da tensão muscular. Sabe-se que a polpa do coco age como adstringente nas hemorróidas. 

ÁguaA água de coco verde é deliciosa, refrescante, nutritiva e terapêutica, além de exótica. Sua composição físico-química é semelhante à do soro fisiológico. 

Outro benefícios da água do coco 
• hidrata e amacia a pele 
• reduz o nível de colesterol 
• combate a verminose infantil 
• previne e auxilia no tratamento da artrite 
• controla a pressãp arterial 
• combate a desidratação 
• repõe imediatamente a energia 
• evita vômitos e náuseas durante a gravidez 
• depura o sangue 
• é calmante natural 
• reduz a febre 
• trata de ílcera estomacal 
• combate a prisão de ventre 
• previne o enjôo causado pela maresia 

Esse valioso fruto presta-se à confecção de uma infinidade de pratos nutritivos e saborosos... 

Receitinha de Biscoito de Coco



  • 1 unidade(s) gema
  • 1 xícara(s) açúcar refinado
  • 2 xícara(s) Maizena
  • 2 colher(es) de sopa manteiga
  • 1 pitada sal
  • 1 unidade(s) coco ralado(retire leite de uma metade e ponha a outra na massa)
  • 350 g farinha de trigo
  • 1 colher(es) de chá fermento em pó

Modo de preparo

1
Misture o açúcar com a manteiga, a gema, o leite de coco e o coco ralado. Em seguida, adicione o fermento, o sal, a Maizena e a farinha de trigo.
2
Misture tudo até formar uma massa homogênea. Modele os biscoitinhos e leve-os ao forno em assadeira untada.


Dicas de compra e conserva 

- Quando o coco é verde, a polpa é pouco desenvolvida e mole, guardando muita água no seu interior. Conforme o coco amadurece, a parte carnosa se torna mais consistente e a água diminui; 
- O coco verde está adequado para consumo quando a casca for fibrosa e carnuda, com um tom esverdeado. Além disso, a polpa deve apresentar-se tenra com consistência cremosa; 
- Para saber se o coco seco está em boas condições, bata com uma moeda na casca: se ele estiver fresco, o som será estridente; se o som for oco, ele está estragado; 
- Quando fechado, o coco verde conserva-se por 2 meses. Depois de aberto, a polpa deve ser consumida no mesmo dia ou guardada em recipiente tampado na geladeira, por até 5 dias; 
- Uma vez exposta ao ar, a água de coco perde rapidamente grande parte de suas propriedades nutricionais, passando logo para um estado de fermentação; 
- A polpa de coco seco deve ser firme e a do verde ter uma consistência cremosa. 


Versatilidade 

O coqueiro é considerado a árvore da vida, visto que dele se obtém mais de 100 produtos e subprodutos. A polpa madura é utilizada de diversas maneiras: fresca, ralada e espremida, origina o leite de coco; fresca, ralada ou em lascas, é ingrediente para doces, bolos e comidas salgadas; ralada e desidratada, tem maior durabilidade e, reconstituída, é empregada em diversos pratos. Prensada, a polpa fornece ainda o óleo de coco, usado parta frituras ou como ingrediente de pratos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Açafrão




O açafrão é um dos inúmeros temperos e especiarias existentes para dar um toque especial à comida. Mas, apenas um toque, pois se ingerido em grandes quantidades pode causar intoxicação. Além do mais, o açafrão verdadeiro é um dos temperos mais caros do mundo.

O que o torna tão caro é a mão de obra para colher os pistilos secos, parte que se usa dele. Mas, devido ao sabor e cor muito acentuados, quantidades mínimas do açafrão são suficientes para causar o efeito desejado.

Condimento originário da região que, se prolonga, da Europa até o leste Asiático, o açafrão é um tempero de aroma intenso e agradável e com sabor levemente amargo, que funciona como eficiente corante. É a única especiaria cujos componentes aromáticos e corantes são solúveis em água. O nome científico é crocus sativus e é da família Iridaceae.

As bonitas flores de cor lilás do açafrão quebram a monotonia da paisagem outonal. No centro de cada flor existem três pistilos de cor alaranjada, das quais se obtém o açafrão propriamente dito, que dá uma coloração amarelada ao prato.

É preciso colher 150 mil flores para conseguir um quilo de pistilos, que, quando secos, são empacotados inteiros ou em pó. Há quem utilize as partes amarelas (masculinas) das flores para originar um produto de qualidade inferior e sem sabor próprio.


Cuidado na compra.

 Devido ao preço, o comércio de açafrão está sujeito a falsificações: utilizam outros tipos de flores ou aumentam o peso acrescentando gorduras e óleos. O condimento de cor vermelha deve ser evitado, pois também é falso. A dica é comprar o açafrão inteiro e não em pó. É bom lembrar que o tempero em pó deve ser refogado ou diluído antes de ser usado.


Usado com frequência em pratos à base de arroz na Índia, o açafrão pode ser ainda combinado a folhas de louro, canela, cravo, cardamomo, anis - estrelado, noz moscada ou macis. A utilização em conjunto com hortelã é agradável e muito usada no Irã. Já o uso do açafrão associado a especiarias picantes é comum no golfo árabe. Alguns doces indianos são preparados com a especiaria, bem como manteigas temperadas.

Mas, em alguns pratos o açafrão é o centro das atrações como na bouillabaisse, sopa francesa feita com peixe, mariscos, camarões, polvo e outros frutos do mar, originária de Marselha, na paella, prato típico espanhol, e no risotto à la milanesa, prato italiano com açafrão, originário da Lombardia.
Propriedades

Os Egípcios, os Israelitas e os Gregos apreciavam o açafrão pelas propriedades medicinais. Na Idade Moderna exageravam as virtudes, ao ponto de Hetodt, médico alemão do século XVII, o ter recomendado para todos os males, desde a dor de dentes até a peste.

Atualmente sabe-se que, em grandes quantidades, é um potente tóxico, além de abortivo, e pode produzir graves transtornos nervosos e renais. Devido ao alto preço, a intoxicação com açafrão é bastante rara, apesar de 20 gramas poderem causar a morte. Vale lembrar que nas receitas o uso é mínimo já que ele é muito concentrado, não havendo riscos para a saúde.


O açafrão tem ferro, manganês, potássio, vitamina B3 e B6 e vitamina C. “Ele possui todos esses nutrientes, mas como deve ser usado em pequenas quantidades, eles acabam nem fazendo efeito“, afirma a nutricionista Alessandra Rodrigues. Ele contém, ainda, um princípio amargo, picrocina; um corante, crocina, e um óleo essencial.

Tem propriedades digestivas e aperitivas. Além disso, pode aliviar as dores menstruais.
Curiosidades


Existe uma história bem curiosa sobre o risoto à la milanesa. Tudo se passou em 1754, na Lombardia, durante os preparativos para a festa de casamento da filha de Valério da Profondavalle, um artesão flamengo. Naquela época, os pistilos serviam como pigmento, muito utilizado na pintura de afrescos e na coloração de vidros.

Um ajudante, sem querer, deixou cair um pacotinho de pistilos dentro da panela onde estava sendo preparado o arroz para o banquete. Para sorte do ajudante, o chef experimentou e aprovou o arroz, que ganhou além do sabor agradável, uma cor dourada muito bonita.

Pesquisa – Pequeno Dicionário de Gastronomia e Minha Cozinha

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Historia dos Bolos Decorados

 




A origem dos bolos se confunde com a dos pães. No começo, havia uma certa confusão e massas adocicadas assadas eram indistintamente chamadas de pães ou bolos. Os egípcios já confeccionavam bolos de mel, bem como os gregos da Ilha de Rodes.
Existe um painel datado por volta de 1175 aC, ilustrando a confeitaria da corte do faraó Ramsés III, com o registro de vários tipos de pães e bolos. E alguns historiadores acreditam que em 700 aC, pães e biscoitos adocicados eram vendidos pelo Egito.

Os romanos conheciam a técnica da fermentação, e por este motivo, desenvolveram várias receitas de bolos, inclusive com a adição de frutas secas e até mesmo queijo, o que seria uma versão rudimentar do Cheesecake.

Embora os bolos sempre tenham estado associados a festas e comemorações, com o tempo, tornaram-se um alimento mais comum, presente quase que diariamente à mesa.
Por outro lado, os bolos de casamento ilustram perfeitamente a evolução da técnica e arte da confeitaria.

A tradição de servir bolos em casamentos remonta à Roma antiga. Era costume, nas famílias mais abastadas, preparar uma massa com ingredientes especiais, tradicionalmente usados como oferenda aos deuses, como frutas secas, nozes e mel. Este doce não era para ser consumido, mas os convidados o amassavam por cima da cabeça da noiva, tal como se faz hoje com arroz na saída da igreja. Desejava-se que os deuses trouxessem prosperidade, sorte e fertilidade.
Julio César levou este costume para a Bretanha, em 54 aC, e passou a fazer parte dos hábitos das populações locais. Na Inglaterra, os bolos decorados apareceram pela primeira vez na corte de Elizabeth I. Basicamente se usava pasta de amêndoas (marzipã) moldada em vários formatos. Os ingredientes ficavam cada vez mais sofisticados e exóticos, já que o Império britânico fornecia produtos de todo o mundo.

Era comum fazer pequenos bolinhos doces, cobertos de marzipã e decorados. Alguns eram amassado e jogados na noiva, outros consumidos pelos convidados. Os que sobravam eram arrumados em uma pilha, e os noivos deveria se beijar sobre o monte de bolinhos, com o objetivo de serem abençoados com muitos filhos. Não demorou muito para que esta pilha de bolinhos fosse substituída por um grande bolo.

Dentre as primeiras receitas que se tem registro, a que mais se aproxima dos bolos de hoje é uma receita italiana, de bolo de amêndoas, servida em Nápoles, em 1478.

Acredita-se também que tenha sido a Itália a precursora na arte de bolos decorados. Quando Catarina de Médici se casou com o rei na França, Henrique II, levou como dote seus confeiteiros, e seu bolo de casamento foi o primeiro a ser confeccionado em andares. A técnica foi difundida pela França e em 1660, quando o rei Charles II retornou de seu exílio, para reclamar o trono inglês, levou consigo um séqüito de habilidosos confeiteiros franceses.A partir deste momento, quando os bolos ricamente decorados passaram a ser um hábito e também um símbolo de status e poder econômico, começou uma verdadeira corrida para saber qual corte produzia o bolo mais espetacular.
O escultor Giovanni Lorenzo Bernini teria usado açúcar para algumas obras especialmente encomendadas.
Há um curioso registro sobre a festa de casamento do Duque Guilermo da Baviera e a senhorita Renata de Lorena, em Munique: O bolo tinha três metros de altura, e durante a festa, o Arqueduque Ferdinando da Áustria teria saído de dentro do bolo, para homenagear os noivos com uma canção (citado em WEIGL, Christoph. “História das Artes Manuais”, Reisensburg, 1698).
Durante o reinado da rainha Vitória, na Inglaterra, também se faziam bolos enormes, chegando a pesar mais de 100 quilos.

Nesta época os bolos faziam parte da vida de nobres basicamente porque os ingredientes eram escassos, e muito caros. Além disso, ainda não tinham a qualidade de hoje, e uma simples receita de bolo exigia o trabalho de vários empregados: O açúcar tinha a forma de um grande torrão, que devia ser cortado, sovado e peneirado. A manteiga, em geral rançosa, devia ser lavada com água de rosas. As frutas secas, picadas, sem falar nos ovos, usados em quantidades enormes e batidos à mão. O fermento, levedura de cerveja, devia ser cultivado, e reativado, tudo de forma natural.
Pronta a massa, restava o trabalho de controlar fornos à lenha, muito diferentes dos atuais.

Por todo este período, as receitas se desenvolveram de forma esparsa, dentro das cortes, conventos e cozinhas reais. A primeira receita de pasta americana (ou “sugar paste”) que se tem noticia está em uma obra chamada “Delights for Ladies”, de 1609. Leva açúcar, amido e goma tragacanth .Em 1769, Mrs. Raffald publicou um livro, “The Experienced English Housekeeper”, contendo uma receita de bolo, outra de marzipã, e de glacê real.

No século XIX, a grande estrela da confeitaria no mundo foi Antoine Carême. Cozinheiro preferido de todos os reis da Europa, ornamentava seus banquetes com monumentais peças de açúcar. Utilizando-se de uma espécie de pastilhagem, e inspirado na Arquitetura, construía sobremesas e bolos estruturados. Registrou suas obras, com desenhos de próprio punho, nas obras “Le Pâtissier royal parisien”. Paris, 1815, e “Le Pâtissier pittoresque”, Paris, 1842.
Por toda a Europa surgiam receitas exclusivas de bolos, famosas até hoje, como a Torta Vienense e o Bolo Sacher.
Em 1894, Ernest Schulbe mostrou seus trabalhos na Exposição de Londres. Seu livro “Advanced Piping and Modelling” deixou o registro de receitas e também dos utensílios usados à época. Muitas peças eram feitas de osso, existiam pinças marcadoras tal como as de hoje, e também eram feitas flores de açúcar. Basicamente, usava-se uma mistura de marzipã e massa elástica (“gum paste”). Na Inglaterra cada vez mais desenvolveu-se a técnica de usar o Glacê real para revestir o bolo. Dizem que vem daí o costume de os noivos cortarem juntos a primeira fatia de bolo: O noivo precisava “ajudar” a noiva a rachar a cobertura rígida de açúcar.

No começo do século vinte, os bolos decorados, agora mais acessíveis, começaram a fazer parte dos hábitos da sociedade como um todo. Surgiu a tradição, na Inglaterra e Estados Unidos, dos bolos de casamento de três andares, representando as três alianças: noivado, casamento e a eternidade.

Hoje a técnica está difundida praticamente no mundo todo, adaptando-se aos gostos e a cultura de cada país, surgindo inúmeras e maravilhosas possibilidades.



Bolos no Brasil

 

A história da confeitaria e especificamente dos bolos, no Brasil, se desenvolveu tendo como pano de fundo a miscigenação tão cracterística de nosso país. A princípio, os doces conventuais portugueses se difundiram, mas logo foram sendo enriquecidos por ingredientes nativos, como frutas em geral e mandioca. O constante contato com Portugal fazia com que chegasse ao Brasil todas as novidades e modas na corte portuguesa, vindo daí as primeiras influências da confeitaria francesa.
O ciclo da cana-de-açúcar teve também papel fundamental, pois havia abundância de matéria prima para a produção de doces.
Nos Engenhos e fazendas, fazia parte do lazer das Sinhás o preparo de doces, bolos e compotas, além de ser uma habilidade fundamental para as jovens. Surgiram receitas desenvolvidas pelas ricas famílias do nordeste, conservadas à sete chaves:Bolo Souza Leão, Bolo Fonseca Ramos, Bolo Luís Felipe, e outras feitas em homenagem à personalidades em geral.


As ordens religiosas portuguesas tiveram grande influência. Trouxeram o hábito de produzir doces nos conventos, que se justificava por variados motivos:Em Portugal, foram os conventos os responsáveis pelo desenvolvimento das melhores técnicas de cozinha, pois há séculos serviam de hospedagem para Reis e Rainhas quando viajavam. 

Por outro lado, quando o Marques de Pombal impôs sérias restrições financeiras às Ordens religiosas, estas começaram a produzir doces para vender e garantir sua sobrevivência.

 

No Brasil, incorporou-se a mandioca às receitas, muitas vezes em substituição à farinha de trigo, ingrediente escasso A massa de mandioca tornou-se o ingrediente principal de bolos absolutamente espetaculares. 

O uso do leite de coco, costume trazido pelos escravos de Moçambique, também marcou nossa confeitaria.
Segundo o livro “História da Confeitaria no Mundo”, o bolo das Bodas de Prata da princesa Isabel, com Conde d´Eu, em outubro de 1889, foi um bolo de massa de mandioca:
“Massa de mandioca mole ou carimã, leite de coco, gema e clara de ovos, açúcar branco, sal e manteiga. Mistura-se bem e peneira-se amassa, levando-a a assar em forma untada de manteiga. Uns quarenta minutos, em forno esperto. Está no ponto quando, metendo-se um palito, este sai enxuto. Tira-se com cuidado da forma porque o bolo pode partir-se. A ciência é conseguir a crosta bem assada e o conteúdo ligado mas tenro por igual.”

Os primeiros doces genuinamente brasileiros foram o pé-de-moleque, a paçoca a rapadura, a mãe benta (espécie de broa), a cocada, os Quindins de Iaiá, além dos bolos de mandioca.

O primeiro bolo de farinha a se adaptar no Brasil foi o Pão-de-ló, de origem portuguesa. Rapidamente, tornou-se bastante popular, e até hoje, é um dos preferidos para bolos recheados. Antigamente, e sobretudo em Portugal, era hábito consumir o pão-de-ló em fatias, torradas, acompanhando o chá, café ou vinho do Porto.

Os imigrantes europeus tiveram enorme influência nos hábitos brasileiros, inclusive na confeitaria. Ingredientes, técnicas e receitas foram introduzidas a partir do início de século XX.

 

Os bolos decorados fazem parte das festas e casamentos brasileiros já há muito tempo. Há registros que em 18 de dezembro de 1904, o Barão da Aliança ofereceu um banquete, em sua fazenda, no Vale do Paraíba, ao futuro presidente do Brasil, Nilo Peçanha. Ao final do jantar, foi servido um bolo decorado com fondant e glacê real, recheado com ganache, batizado de Gâteau Supreme (Bolo Supremo)


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A Historia do Panetone!


Uma receita de origem italiana bastante conhecida no Brasil, o panetone provêm de uma história de amor.






Conta a história mais famosa sobre a criação do panetone, que um jovem morador da cidade de Milão no século XV, apaixona-se pela filha de um padeiro, buscando uma maneira de surpreender o pai da moça, que não aceitava o namoro, ele se disfarça de ajudante de padeiro e cria um pão doce. O pão tornou-se destaque na padaria pelo seu tamanho incomum para a época e por apresentar, no seu ápice, a figura moldada de uma cúpula de igreja.


O jovem criador desta deliciosa receita, hoje apreciada por pessoas de diversos países, atribuiu a autoria da receita a Toni, o pai da moça. O movimento da padaria cresceu significativamente e os clientes pediam pelo "pão de toni". O nome deste pão doce sofreu algumas modificações, até ser denominado como atualmente: panetone.

Não se sabe se esta lenda é verídica ou não, no entanto, a autêntica receita do panetone aprimorou-se pelos séculos, através de novas técnicas de preparação e melhoria das matérias primas utilizadas. Milão, cidade localizada ao Norte da Itália, foi a grande irradiadora da tradição de consumir panetones nas festas natalinas, a qual estendeu-se para as cidades do sul da Itália e alastrou-se para os demais países do mundo.
As inovações
Já no mês de outubro as vendas de panetone começam esquentar. As empresas investem em novidades para atrair os clientes menos tradicionais, ou o público infaltil, que não são muito adeptos ao panetone comum.
Nos últimos anos os panetones tradicionais vem dividindo espaço nas prateleiras com panetones recheados de mousse de chocolate preto e branco, floresta - negra, coca-cola, sorvete e as duas últimas invenções doce de leite e goiabada.


 A invenção do jovem italiano se adaptou aos gostos brasileiros e virou febre no nosso natal!
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
 

Enia Pedretti Bolos & Cia Copyright © 2009 Cookiez is Designed by Ipietoon for Free Blogger Template